As atividades Maker tem foco no desenvolvimento de competências e é uma das linhas mestras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, de acordo com o documento, esse é o caminho para o compromisso com a educação integral. O aprender fazer – ou saber fazer – considera a mobilização dos conhecimentos adquiridos, das habilidades, dos valores e das atitudes para que sejam resolvidas as demandas da vida cotidiana. Totalmente alinhada com esse contexto, a Cultura Maker traz uma nova proposta de trabalho em nosso colégio, pois enfatiza atividades práticas e que leva em consideração a realidade cotidiana dos nossos alunos. Vamos conhecer mais pouco?

Engajamento

Na Cultura Maker, o papel do aluno é ativo na busca do conhecimento e é dessa maneira que se dá a construção do saber. Através de atividades práticas, de tentativas baseadas em erros e acertos e tendo o professor como mediador do processo, o aluno passa a ser protagonista do seu desenvolvimento intelectual e pessoal. Como as atividades devem acontecer em grupos, a interação entre alunos, o processo de troca de informações e o desenvolvimento da habilidade de ouvir diferentes opiniões e se dispor ao debate também são destaque nesse trabalho.

Interdisciplinaridade

É importante ressaltar que as atividades maker não são tratadas de maneira isolada por cada disciplina. Ao contrário, quanto mais conceitos utilizamos maior a interação entre as diversas áreas do conhecimento. Dessa maneira, o resultado ao final de um bimestre ou um ano de trabalho será a integração de vários conteúdos e o desenvolvimento integral do saber. E, claro, alunos com uma visão muito mais ampla de todos os conhecimentos adquiridos.

Fixação de conteúdos

O trabalho com atividades maker se mostra uma alternativa altamente eficiente quando o assunto é fixação de conteúdo. No lugar de revisões da disciplina ou de listas de exercícios, as atividades práticas reforçam, em tempo real e partir dos resultados apontados pelos próprios alunos, o que eles já aprenderam através dos livros ou das aulas ministradas pelos professores.

Espaço de criação

Em nosso colégio, nas aulas presenciais utilizamos uma sala dedica às , como o laboratório, onde nossos realizam atividades práticas, desde montagens utilizando sucatas até construção de objetos utilizando conceitos de RA(Realidade Aumentada).

Planejamento

O papel do professor é o de orientar sobre as etapas a serem cumpridas, os prazos estipulados (inclusive o prazo para conclusão) e construir um roteiro em conjunto com os alunos para o cumprimento do projeto. Não existe um período pré-estabelecido de duração de uma atividade maker, mas, o importante é delimitar onde ela começa, qual o período necessário para o seu desenvolvimento e quando ela deve ser concluída.

Solução de problemas

As atividades maker não seguem manuais prontos para construção de objetos (ou sistemas): elas devem partir de questionamentos levantados pelo professor, que também propõe o desafio a ser construído. Com base em seu repertório, nos materiais disponíveis e na pesquisa que precisa ser realizada para adquirir o conhecimento que ainda não existe para realizar a tarefa, nossos alunos desenvolvem a habilidade se solucionar problemas e, o melhor, faz isso em grupo – situação que será bastante comum ao longo de sua vida.

Autonomia

Ao buscar os próprios caminhos para resolver um problema, o aluno assume a responsabilidade pelos resultados finais apresentados. E, quando o assunto é Cultura Maker, esse resultado é real, construído a partir da prática do próprio estudante. Dessa maneira, ele desenvolve a autonomia – tanto para tomar decisões quanto para responder pelo seu próprio objeto.

Consciência sustentável

A partir das atividades maker, a orientação para utilização inteligente e sustentável de recursos passa a ser reforçada. Com base em projetos interdisciplinares e focando em reaproveitamento de materiais, desenvolve-se a consciência para as questões de preservação e cuidados com o meio-ambiente.

Pensamento crítico

Ao trazer um novo olhar para o processo de ensino e aprendizagem, a inclusão de atividades maker em laboratório tira o foco do modelo tradicional de estudos e estimula os alunos a capacidade de pensar além do proposto. Da mesma maneira, incentiva o questionamento e fornece ferramentas para o desenvolvimento do pensamento crítico – habilidade de extrema importância na formação cidadã.

Habilidades Socioemocionais

Durante a jornada do aprender-fazer, além dos conhecimentos adquiridos, uma série de habilidades socioemocionais são trabalhadas de maneira simultânea. Além das já citadas aqui – como a autonomia, o planejamento, a integração e a capacidade de solucionar problemas, por exemplo – o aluno é estimulado a usar sua criatividade, aprender sobre a importância de debater ideias e aprender com os outros. Todas essas competências serão de extrema importância em situações futuras, sejam na vida pessoal ou na profissional.

Mão na massa!

Antes de colocar a turma toda para produzir, o professor faz uma contextualização inicial que indica os caminhos de trabalho que os alunos vão seguir. É importante frisar o caráter interdisciplinar que um projeto baseado na cultura maker precisa ter. Com base nos conhecimentos prévios, e seguindo o roteiro pré-estabelecido… que comecem as atividades práticas! Separamos alguma propostas temáticas que podem ser trabalhadas dentro da premissa do aprender-fazer, mesmo neste tempo de isolamento social:
• Horta
• Objetos/ brinquedos estruturas com sucata
• Maquetes
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